✧Filho meu, atende à minha sabedoria; inclina o teu ouvido para a minha prudência, ✧2a fim de que observes a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento. ✧3Pois os lábios da prostituta destilam mel, e a sua boca é mais macia do que o azeite; ✧4mas o seu fim é amargoso como o absinto e agudo, como espada de dois gumes. ✧5Os seus pés descem à morte, os seus passos seguem o caminho do Sheol. ✧6Ela não faz plana a vereda da vida, incertos são os seus caminhos, e ela o ignora. ✧7Agora, pois, filhos, escutai-me e não vos desvieis das palavras da minha boca. ✧8Afasta para longe dela o teu caminho e não chegues à porta da sua casa, ✧9para que não dês a outros a tua honra, e os teus anos, a cruéis; ✧10para que não suceda que estrangeiros se fartem dos teus bens, e os teus trabalhos vão para casa alheia; ✧11e gemas no teu fim, quando forem consumidos a tua carne e o teu corpo, ✧12e que digas: Como tenho aborrecido a instrução, e como tem desprezado o meu coração a repreensão; ✧13não tenho obedecido à voz dos que me ensinavam, nem tenho inclinado o meu ouvido para os que instruíam! ✧14Quase que me achei em todo o mal, que sucedeu no meio da congregação e da assembleia. ✧15Bebe água da tua própria cisterna e água que corre do teu poço. ✧16Hão de espalhar-se os teus mananciais para fora, e os teus ribeiros de água, nas ruas? ✧17Sejam para ti só e não para estrangeiros juntamente contigo. ✧18Seja a tua fonte abençoada, e regozija-te na mulher da tua mocidade. ✧19Como corça amável e graciosa cabra montês, satisfaçam-te os seus peitos em todo o tempo; e sejas sempre arrebatado pelo seu amor. ✧20Por que, filho meu, havias de ser arrebatado por uma prostituta, E abraçarias o seio duma estrangeira? ✧21Pois os caminhos do homem estão diante dos olhos de Jeová, o qual lhe torna planas todas as suas veredas. ✧22As suas próprias iniquidades prenderão o perverso, e, pelas cordas do seu pecado, será detido. ✧23Ele morrerá por falta de instrução e, na grandeza da sua loucura, se perderá.
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).