✧Para onde foi o teu amado, Ó tu, a mais bela das mulheres? Para onde se retirou o teu amado, A fim de que o busquemos juntamente contigo? ✧2O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, Para apascentar nos jardins, e para colher as açucenas. ✧3Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu, Ele apascenta entre as açucenas. ✧4Formosa és, amada minha, como Tirza, Bela como Jerusalém, Terrível como um exército com bandeiras. ✧5Desvia de mim os teus olhos, Porque eles já me tomaram de assalto. Os teus cabelos são como os rebanhos das cabras, Que repousam nos flancos de Gileade. ✧6Os teus dentes são como um rebanho de ovelhas, Que sobem do lavadouro, Das quais cada uma tem gêmeos, E nenhuma delas é desfilhada. ✧7As fontes da tua cabeça são como um pedaço de romã, Por detrás do teu véu. ✧8Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, E donzelas sem número. ✧9Uma só é a minha pomba, a minha imaculada; Ela é a única de sua mãe, a escolhida da que lhe deu à luz. As mulheres viram-na, e chamaram-lhe bem-aventurada; Viram-na as rainhas e as concubinas, e louvaram-na. ✧10Quem é esta que aparece como a aurora, Formosa como a lua, Pura como o sol, Terrível como um exército com bandeiras? ✧11Desci ao jardim das nogueiras, Para ver os renovos do vale, Para examinar se as vides lançavam olhos, E se as romãs estavam em flor. ✧12Sem que eu soubesse como, pôs-me a minha alma Nos carros do meu nobre povo. ✧13Volta, volta, ó Sulamita; Volta, volta, para que te contemplemos. Por que quereis contemplar a Sulamita, Como a dança de Maanaim?
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).